domingo, 8 de fevereiro de 2009
Pó.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Para o céu.
Tenho me sentido tão pequena diante do mundo, com as pernas e braços amarrados para todas as possibilidades que estão surgindo. Sinto-me podada para o que é novo e maravilhoso na minha vida.
Eu quero viver.
Passei a vida toda dependente demais de alguém, depositando todas as expectativas em um ser humano só, e o pior, em alguém que não em mim.
Quero voar.
Meu pai não viu um montão de coisas, não teve tempo nem liberdade para sair pelo mundo, para fazer coisas novas ou ser diferente. Sobreviveu dia após dia sendo certo, honesto e cheio de virtudes, para não servir de mau exemplo para quem quiser que seja, e até hoje, eu não sei quem ele achava que estava enganando. Eu que não era.
Não me enganei com ele e nem comigo mesma. Sei que não quis de verdade todo aquele sonho de vida “normal”, só embarquei naquela por saber que mais cedo ou mais tarde, minha gana por liberdade me salvaria. Eu me salvei.
Vou sair fazendo e vivendo. Sendo o mais honesta que posso comigo mesma e com os outros, ser melhor e maior. A vida é uma só, não é fácil, mas tem sido incrível. Pena que é uma só, que tenho só uma dela para marcar o mundo, para ser inesquecível e única, para aprender a voar sem asas. Uma só. Uma bala no revólver, sua chance de acertar o alvo ou o inimigo, salve-se com ela ou se perca se não tiver coragem. Eu? Eu apertei o gatilho... Coloquei o pé no acelerador e saí vivendo.
Pai. Essa vai pra ti.