Mostrando postagens com marcador Joel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Joel. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mais do mesmo... Dois meses depois.


Crescer nem sempre, ou quase nunca, significa conseguir suprir todas as expectativas que criamos durante os dias e meses que planejamos os pequenos, médios ou até grandes acontecimentos das nossas vidas. Mas algumas vezes, poucas até agora, a vida me surpreendeu com presentes e acontecimentos que nem de longe eu poderia imaginar serem possíveis.
Quando por exemplo eu o conheci, não queria me envolver com ninguém, até o instante que o vi. Não me apaixonei imediatamente por ele, mas soube que a partir daquele momento, não tinha mais vontade de ficar distante.
Depois eu mesma, me surpreendi ao querer partir. Um dia abandonei tudo, passei por barras que poucos da minha idade passaram, enfrentei todas quase sempre sozinha. O vi esporadicamente, uma vez, a cada cinco meses, a cada semestre, trimestre ou quando eu não estava quase sucumbindo à loucura dos outros, ou a minha própria só por diversão.
Com o passar dos anos fiquei cada vez mais distante, mais estrangeira para algumas pessoas, inclusive para ele, que quase sempre foi o mesmo. Mas com o tempo, ele também foi mudando e ficando cada dia mais à margem da pessoa que um dia eu havia me distanciado por opção.
Foi quando me peguei sendo uma pessoa diferente, que do dia para a noite começou a ter certeza das coisas que queria, como também começou descartar todas as que não mais me faziam bem. E aí me vi querendo viver perto dele outra vez, que por sorte e acaso, também queria viver mais perto de mim, para sempre desta vez.
Dois meses depois vejo que crescer nem sempre, ou quase nunca, significa conseguir suprir todas as expectativas que criamos, mas sim superá-las.