
"E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém." - John Lennon

Começamos a noite pedindo três doses de tequila, uma de absinto e suplicando para que tanto caminho vencido de cá para lá, tivesse valido o esforço que enfrentamos.
Tantos caminhos e muitas escolhas...
Nada, nem o absinto com a tequila, tinham me preparado para a conversa boa que estava tendo com o John (vulgo “homem perfeito, lindo e guitarrista”), que apenas se concentrava em rir das bobagens que eu dizia e olhar para os meus negros olhinhos.
Mas, ainda mais assustador, foi o momento em que conheci o seu amigo... E a partir deste instante, não pude ver mais ninguém, além dele.
Sou uma pessoa calma, mas que durante raras vezes, quando provocada, sai de si e faz da vida de quem estiver por perto um inferno. Não só a vida de quem está por perto, mas a existência pacifica de alguns que eu nem lembrava mais e até tinha feito questão de esquecer e apagar o número... Pinto e bordo com meia dúzia.
Nesta sexta mesmo, fui provocada por um rapaz. Que sem saber dos resultados (dentro de mim), foi embora com um sorriso no rosto e mais um ponto para contabilizar. Acabou com a minha paz, pensando que somente ferira o meu ego... Feriu, destroçou e jogou fora.
Após o maremoto, só me restava me jogar na primeira confusão que meus dedos pudessem alcançar agarrar e arranhar até tirar pedaços. Mudei a rota. Saí da clássica noite de Porto Alegre e fui para uma cidade universitária distante do meu velho cenário de desordem.
Admito que me irritei muito com algumas coisas que aconteceram, mas em compensação, dancei até os meus ossos doerem. Provoquei uma briga com um casal de ex-namorados, que pelo que pareceu a menina ainda não tinha aceitado o posto de “passado”, bebi (pra variar um pouco), conheci o homem mais lindo e misterioso que os meus olhinhos tiveram o prazer de vislumbrar na vida, cantei e fui feliz por mais um dia.
Se lançar ao desconhecido... Eu sou boa nisso.
E após a (fantástica) noite que tive neste final de semana, rebato a afirmação do meu amigo, que diagnosticou a minha fobia completa de todos os tipos de laços e relacionamentos, me dizendo que fujo das pessoas... Eu fujo? Não me deixo afeiçoar por medo? É isso?
Porque se for isso, ele está totalmente errado. Pois a única coisa que penso agora, é em uma forma possível e real de desvendar o mistério daquele rapaz... E ver até onde esses “laços” com ele podem me dar um nó.
- Eu tenho problemas com química sabe...Sou muito volúvel. Me misturo muito fácil, perco a base e fico ácida total algumas vezes. Daí o tempo muda, vou a uma festa bacana como essa e saio mudada novamente. [...] Odeio limites, barreiras, definições e a tabela periódica.
[...]
Tenho novas metas, um novo grande plano e uma paixão no peito.
Quero voar no chão, chorar de tanto rir e aprender a rir do que muito já chorei.
Neste sábado eu fui pra muito longe, conheci muita gente louca e linda e tive... Muitas tentações no caminho.
"Sou um ser em constante mutação Sou “Eu Mesma”, mas não sou “Sempre a Mesma” Não sou normal, pois ser normal é chato É repetitivo, e EU gosto de transformações Gosto de olhar por vários prismas e Mudar de opinião, de gosto, etc. A mudança não é somente física, Mas também é abstrata e intrínseca A beleza e juventude se vão Mas o conteúdo da alma permanece ...”
**colocando a vidinha nos trilhos.