sábado, 28 de junho de 2008


Eu estava aqui lendo umas frases interessantes de Caio Fernando Abreu (que dispensa comentários), e entre elas achei isso: "Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém.”. E não sei por que, não sei exatamente o motivo... Mas achei esta uma grande frase. Uma das melhores. Talvez a que explique melhor o momento, que resuma os acontecimentos ou que me deixe mais confortada.

Ou sei lá o que.

Só sei que meu amigo foi para Grécia, e foi do tipo não voltar mais. Coisa do gênero “minha vida vai ser melhor lá”. E não que ele fosse um desses amados amadores que existem aqui dentro de mim, um desses desbravadores de mundos, viajantes das estrelas ou um desses que me dão momentos de paz. Ele não era isso, jamais. Só era ele, rapaz presente e importante e importante e presente dentro de mim. Só sei que foi, e foi com toda aquela coisa de surpresa e despedidas não dadas para o coração doer menos.

¡Buen viaje!

E ele era só sorrisos com minhas moloqueirices em espanhol, minhas cantadas de quinta em inglês e meu discurso falido em português. Coisa que só quem convive muito entende, explica e compreende. Peculiaridades de toda amizade.

Hasta luego.

E agora tem um nó mal dado na minha garganta, um compasso estranho no peito e uma vontade de aproveitar ao máximo todos que eu amo. Mas aproveitar de forma legal, cuidando para não usá-los, não sufocá-los e nem deixar que a proximidade seja corroída pelo silêncio. Ser positiva e alegre, deixando que em alguns casos as memórias tomem conta, para que o as perspectivas não estraguem os momentos.

Bon Voyage

Pois... Se alguns vão. Outros com certeza irão de vir. Sendo eles donos dos meus momentos de paz, ou simplesmente presentes em mim. Eles virão, e terão o melhor de mim.

hasta mi amigo.

*Vida power corrida, logo visito todos ;)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Vibe




-Ai Toop, eu tinha medo de você. Mas te adorei menina!

-Olha, nunca pensei que te diria isso. Mas, você me passa uma energia muito boa.

E essa, é a minha forma original de dizer que eu gostei muito dela. Minha forma particular de dizer que ela tem uma paz que me surpreende, um brilho que foge ao padrão e que a sua alegria me fez bem.

E eu adoro essa coisa de sentir as pessoas, de saber a energia delas e de perceber ou não se elas têm paz de espírito ou uma energia que ofusca qualquer obstáculo pela frente.

Calma, calma. Eu não uso nenhuma droga ilícita, não tomo chá de cogumelo e nem nada do tipo. Só que eu acredito na luz de cada um, na energia que essa luz transmite aos outros e creio também, na paz interior que nos possibilita brilhar ainda mais.

E pessoas. Não sou de nenhuma seita, conheço nenhum monge não... Só isso, eu prefiro seguir os meus sentimentos, minhas sensações e ser livre para crer.

E... Se uma pessoa transmite uma energia legal, me dá o sinal verde para admirá-la e conviver com ela. É quase certo... Que irei gostar dela até o fim.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

CONFUSÕES ENTRE DUAS


Aqui em casa, a porta tem uma janelona de vidro. Uma janelooooona que tem vidro fosco sabe? Aquele que você só vê a sombra sem distinguir os detalhes.
E eu estava perto da porta, quando vejo a minha mãe lá do lado de fora, se dirigindo para a entrada. E eu em um surto de fanfarra tranco a porta e não a deixo entrar:
-Hei! Abre aí ô sua coisa!

E eu abro uma frestinha da janela, onde mostro apenas os olhinhos:

-Qual é a senha viajante?
-Abreeee! Estou mandando!
-Bééé. Senha incorreta. Diga a certa ou vá embora. Do contrário, terá um terrível castigo.
-Para palhaça... Abre aí Toop.
-SENHA ERRADA. Repto: Acerte ou morra!

Minha mãe faz uma cara de: ó Meu Deus! “Que criatura medonha que eu coloquei neste mundo”. E ela entra na brincadeira:

-Ó linda dama, a senha é: Toop eu lhe amo.
-bimbimbimbim! Você acertou! Entre e aproveite a estada em nosso reino! E Cara, eu tava ficando com medo sabe... Porque se você não acertasse, eu seria obrigada a abrir o alçapão! E lá tem uns Crocodilos feiosos que não comem há meses! E eles iriam roer os ossinhos da minha mamusca! (óóó)

- Melll Dels
-Calma. O pai ia te amar mesmo assim! Magrinha e mastigada. :)

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Quando me perguntarem oque eu mais gostei na minha vida,vou dizer que foi você.



“VOCÊ... O TIPO DE PESSOA QUE QUANDO SE COMEÇA A CONVERSAR, NÃO SE CONSEGUE PARAR....
POR ISSO ESTOU ACORDADO ATÉ AGORA..... NÃO SEI COMO EXPLICAR ISTO, MAS É LEGAL SENTIR.
ATÉ AMANHÃ... SEM FALTA.
VOCÊ É REALMENTE É ESPECIAL.
COMO PODE ISTO... MAS... SEI LÁ... É O MUNDO GLOBALIZADO
[RSRSRS] BOA NOITE MENINA DE OURO....
[...]
Bom... Já é um novo dia... Então... Que este seja o melhor da sua vida... Lembre-se das palavras do Tyler... Esta é sua vida, e ela acaba a cada minuto...
encontre um propósito e viva.... Parabéns por ser tão especial... O mundo seria muito mais interessante se houvessem mais mulheres como você... Desculpe minha demora em te encontrar. Boa noite e que o anjo Rafael te proteja.....

"MO CAUSHLE" MENINA DE OURO,....”
Ô meninooooo.


E os mimos:

Mimo do Adriano DiCarvalho.
Que eu mando para... para... vamos ver:
Camomila meu beeeem!






Mimo da Nath do Cólica Mental. Ô menina doida essa ;)
Dou este para o Salve Jorge, que "ameniza todos os meus problemas mentais."





Mimo da Aline, do Vestido Estamado (e linnndo).
Esse eu passo para... para... aiaiiaiai
A Roberta do ôô Trem Doido Sô.
Roberta salvou a minha vida! Estou te devendo todas.
*E uma garrafa de vinho.

domingo, 15 de junho de 2008

Sobre vácuo... Ou a paz.


Por aqui faz frio, diga-se de passagem, que o frio é quase insuportável em alguns momentos. Poucos, mas momentos em que o espaço vago no peito chega a doer um pouco.

E eu estava andando de bicicleta, em um dia gelado, ou melhor, em uma noite já gelada para a época do ano. E andei por ruas vazias, onde, só o vento me fez companhia. Cortando-me o rosto, deixando meus dedos petrificados e um pouco doloridos. Minto... Muito doloridos... Roxos.

E no tempo, no espaço do tempo, nas ruas frias e o coração vazio. Fiquei pensando exatamente nisso, no coração que estava livre para voar, novo para novas emoções... Pronto para um novo alguém.

E começar pensar nisso, confesso, me deixou pensando: “poxa. Não gosto de ninguém? Coisa triste isso!”. Pensei... que amar é algo bom, é algo saudável para o humor, algo motivador para vida e tudo que se espera para uma pessoa jovem como eu. Amar. Ter algo ou alguém tatuado no peito, cravado nos sonhos e esmerado por um destino inteirinho.

Mas não amar, também é uma opção. Também é um lugar seguro para os sonhos, sim senhor. Sonhos. Sonhar que meu humor depende só de mim, que minhas esperanças repousam apenas nas minhas metas de futuro feliz, que... ai... sei la, eu dependo só de mim. Ninguém abala a minha paz.

Paz. Coisa que tenho e valorizo neste momento impar da minha vida, meu estado de espírito. Meu, só meu.

É... eu tenho um espaça vago no peito. Que por enquanto continuará sem locatário, ou morador fixo. Continuará assim como está. E se eu gosto disso? Agora eu gosto. Agora sei que este NADA no peito, é o espaço que eu tenho para arrumar as coisas nos seus lugares, é o meu final de semana para arrumar a casa. Sei que isso algumas vezes é inoportuno, incomodo... Mas é o tempo que tenho para ajeitar tudo como eu gosto, para espanar os móveis, e claro, não deixar que nada de ruim entre e bagunce tudo, que nada termine com minha paz.

Pois onde nada existe, algo um dia nasce... Bom ou ruim. E espero que a única coisa ruim que eu precise enfrentar, seja o frio.

Que a minha paz continue sendo a minha prioridade, que minhas ânsias por aventuras lascivas... Sejam sanadas por lembranças boas, que a vida continue fluindo por todo o lugar e que nenhuma erva daninha nasça em meu jardim.

E eu saberei... O momento em que “verei flores em você”.



P.s.: Texto que escrevi originalmente para o Condado dos Sonhadores.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Dia 12


Amanhã. Dia dos namorados, e eu aqui sem namorado. Coisa estranha... Quase como comemorar o ano-novo em maio. Sabe, um dia sem sentido na vida de algumas pessoas. Ou pelo menos, na minha vida... Este dia não terá significado algum.

Já fazem cinco anos que não passo este dia, sem que estivesse perdidamente apaixonado por alguém... Que eu quisesse passar o resto da minha vida ao lado desta pessoa. Já fazem cinco anos... que eu sempre ganhava e recebia presentinhos, e exercia este meu lado capitalista em pró da comemoração.

E o dinheiro que vai me sobrar neste ano? Cerveja. Tudo na cerveja e em alguns bons livros. E que Deus me ajude a não ter overdose de Caio Fernando Abreu, ou de álcool mesmo misturado com muito Arctic Monkeys, é claro.

E pensando nessas coisas, penso também que já faz um tempão que não saio só por sair. Sair por sair, dançar por dançar e beijar por beijar. Poxa, já faz tempo que não vivo o resto de juventude que me sobra.

Tudo, porque todos os meus amigos e amigas estão namorando, estão apáticos apaixonados enquanto eu fico aqui lendo, vendo filmes e vivendo uma vida totalmente café com leite. E sei lá também, andei me sentindo tão velha por estes dias de chuva... Dias de sossego.

Tempos de chuva. Mas por aqui já saiu sol. Já estão passando os vendavais e tufões. E vem mais um dia dos namorados outra vez, enchendo de romantismo as vitrines e ruas... Enfim, a vida tem continuado...

E assim como a vida... Também hei de continuar meus passos por estas estradas de outono. Estradas, pelas quais andarei sozinha... Andarei servindo a todas as minhas vontades e devaneios, sendo eu mesma, olhando as estrelas durante a noite e admirando o céu de dia. Enfim... Seguir.

E quem sabe um dia, encontre alguém com quem eu queira passar o resto da minha vida. Ou bem... Boa parte dela.

Feliz dia dos namorados.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A verdade


Já faz tanto tempo, que nem sei mais se tudo que acho que é... se é verdade mesmo ou em algum momento eu crie tudo na minha cabeça, e a partir de então, comecei acreditar em ilusões... Em fatos que me fazem encarar a realidade de uma forma mais otimista.

Pois bem... Não sei.

Sabe, quando você está andando e vê coisas que não existem?... Não, não é espírito ou alucinógenos. São flashes de uma realidade alternativa, coisas que por um segundo você acha que aconteceram. Mas, quando você pisca outra vez, toda a ilusão se dilui. Alguém também passa por isso, ou sou só eu... A estranha por aqui?

Acho que fica mais claro se eu conseguir dar um exemplo, não é mesmo?

Bem. Eu estava caminhando horas ao lado dele, conversando sobre a vida, o universo e tudo o mais que possa existir nele. Sobre o tempo que só chora, as estrelas que não brilham e a vida que temos longe um do outro.

Conversamos... E andamos até o lado da rua, na direção do outro oposta, onde queríamos realmente ir. Quando... Me deu uma coisa na cabeça, um dos meus dois neurônios resolveu dormir, sei lá, essa coisa que eu acabei de tentar explicar antes. E eu achei que tinha visto ELE começar atravessar a rua, enquanto um carro vinha na direção dele e eu achei que o pior iria acontecer.

E só soltei: “amor!”.

Quando eu pisquei, a cena era a mesma. O carro vinha, ele ia... Só que tinha uma distância entre os dois, uma distância que eu tinha ignorado da primeira vez. Que meu cérebro não viu!

E Meu Deus! Agradeço por ele ser quase um altista, por ele ser bonito, distraído e meio surdo:

-O que?

-Nada... Esquece.

E é por isso, que não sei.

Não sei se tudo que me faz distante, não é tudo pura ilusão da minha cabeça, se eu não vivo em um tipo de “big flash” e que nada disso é verdade.

Eu só sei... Que se eu tivesse perdido ele, não saberia como viver.

Minha doce canção
Acho que estou presa a você
E, algum dia, encontrarei o amor pelo qual procuro
E então, minha doce, doce canção não soará mais tão triste
Minha doce, doce canção, acho que serei sempre sua

Visitando o Blog da Nath, lembrei do meu vicio: Meu novo devaneio.

Gracinha de Menina essa Nathi... brigada pelo selo. :)


sexta-feira, 6 de junho de 2008

Meu bem



E essa minha atual mania que adquiri, de chamar todo mundo de “meu bem”. Há! Está ficando fora de controle isso, algo anormal, isso sim.

É fato, minha dificuldade em gravar nomes de pessoas, nomes de ruas, bairros e nomes de vocalista de bandas... Enfim, minha memória nunca foi boa, e com o passar destes poucos anos, se tornou nada confiável. E por isso, peguei a mania horrorosa que a minha amiga possui de chamar todos de “coração”, mas a minha mania é mais fofa, e bem menos brega. Só que... Ela só faz isso por simplesmente ter dois namorados, e nenhum juízo naquela cabeça, e por isso ela resolveu generalizar geral.

E caminhando pela rua com um amigo, com o qual eu mato muitas aulas para poder conversar, poder papear sobre o universo e suas incógnitas. Eu sou amiga dele, "brother mer mão", pois não me interesso por ele e porque ele tem uma namorada oito anos mais velha que eu e quatro a mais que ele... E ela faz Boxe. E por isso, eu sou a moça mais jovem com quem ele mantém alguma conversa... E ele vive dizendo isso, e muito mais:

-Não sei, mas a essa coisa quieta e extrovertida que você tem... É intrigante, um paradoxo fascinante.
-Meu bem, eu sei que sou incrível. Olha lá! (apontando). Meu bem! Vamos lá naquela sapataria comprar cadarços coloridos para o meu all star?
-Vamos.
-Quer ver, que quando chegarmos lá, quem vai nos atender será um idoso. Pois afinal de contas, sapataria é sinônimo de
hobby de idoso. [risos dos dois] Aposto que tem até cheirinho de talco!

Então esperamos o semáforo dar o sinal, para que pudessemos atravessar. Enquanto, vemos uma moça entrar na sapataria e apertar uma campainha. Quando (imaginem vocês!) um rapaz LINDO (haaaaaaaa!) aparece com um avental (de quem estava trabalhando), e atende a moça.

Eu e o meu amigo nos apavoramos. Eu, sinceramente, pela beleza da pessoa. Mesmo sendo partidária da idéia, que beleza não é tudo, aliás... não é nada em um relacionamento. Mas enfim, ficamos parados olhando, até que eu digo:

-Jesus me chicoteia! O que é isso? Um mensageiro do paraíso Senhor! Eu sou a Cinderela do século XXI, venha consertar o meu All Star de cristal meu filho!

Meu amigo fica possesso, briga comigo e diz que quer voltar que ainda tínhamos aula naquela noite.

-Meu bem... fica assim não. Toop te adora amiguinho!
-Hum... caminha mais rápido, se não perderemos os últimos.
-Amigoooo! Diz pra mim, conta, desabafa... abra o seu coraçãozinho! Diz que me ama e para com essa birra de mocinha não correspondida. (digo isso brincando).
-Bem... na verdade... é que...
-HEY! Diz nada não! Fica quieto e caminha mais rápido.

Gente... Minha carinha é muito bonitinha pra levar umas porradas da namorada dele. Eu hem... Cada uma que me aparece. ¬¬

The rain


Sobre os vinte minutos exatos de chuva, ou seja, os vinte minutos que eu tinha para chegar até em casa. Sendo assim... O mundo conspira contra mim, pessoas!

Eu estava no ônibus, quando finalmente chego ao bairro onde moro. O mundo de uma hora para outra, adivinhem vocês, começa a chorar suas dores sobre esta cabecinha aqui. E óh senhor, run Lola run!

Quando estava quase descendo na minha parada, pensei naquela lenda de que a criatura molha-se mais se corre na chuva, portanto, imaginei que por mais irracional que isso me parecesse... Iria descer aqueles degraus e seguir meu caminho caminhando. Chegaria em casa igual a um pinto molhado, porém com dignidade!

Então que fui andando, e fui me desesperando, pois a chuva só aumentava e me ensopava. E foi aí, que cedi ao impulso e corri! Run,run,run,run,run... GO!

Ok. Corri até me lembrar que AINDA estou doente, ainda possuo uma tosse horrorosa derivada daquela gripa medonha. Então pensei: “cara, vou esquentar o corpo com a corrida, depois gelá-lo com a chuva? Jamais meu bem!” e foi aí que continuei a minha caminhada por entre o TORÓ D’ÁGUA.

E do nada, fiquei muito feliz por ser praticamente um moleque de rua. Isso mesmo, um pivete daqueles bem maloqueiros, que usa roupa folgadona. E por causa disso, estava usando um casaco (com capuz, xuxu!) bem maior que eu , que me permitiu certa proteção. Cobrindo minha cabeça e fazendo com que eu não molhasse o meu corpo.

Quando eu cheguei à minha rua, pensei: “podia ser pior”. E então, a chuva virou uma tempestade! Gente... Corri até o portão de casa, tentei pegar a chave de dentro da bolsa... Mas um dos meus malditos chaveiros enganchou em alguma coisa, E NÃO SAIU! E comecei a puxar, gritando:

-Sai, sai, sai, SAAAAAAAIIIIIIII.


Enfim... Acabo de me lembrar (coisa que é difícil de esquecer), que sou uma ferrada neste mundo de meu Deus, que o Lula é presidente e que Beatles morreu.
... É só alegria!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Eu odeio Sebos


É. Sebos, ódio mortal destas livrarias aconchegantes, com seus vendedores charmosos, suas poltronas fofinhas, seus chás gostosos e tudo o mais que me faz gastar todo o meu dinheiro neste bendito local. Eu odeio tudo isso.

Não, não odeio. Amo sebo, adoooooro entrar lá, escolher meus livros, conversar com os vendedores e tomar uma xícara de chá enquanto absorvo toda a atmosfera do local. Mas, este meu afeto pelos livros, prejudica minha situação monetária, acaba com minhas (uhu!) noitadas de álcool e amigos. Tudo... Em pró dos livros...

E neste dias de chuva e frio, doença e febre. Entrei por impulso em um sebo em Porto Alegre. Lindinho o local, lindão o vendedor. Na verdade, ele é filho do dono e freqüentador assíduo do lugar. Cheio de seu ar “eu sou um rapaz intelectual” e sua barba por fazer, ou seja, um tipo meio Rodrigo Amarante (que eu nem gosto, né?). Uma aparição!

-Olá! Tem Caio Fernando Abreu?
-Opa! Faz tempo que não vejo ninguém interessado por aquela alma atormentada.
-É.... :)

E nisso, que o rapaz some entre as estantes e ruelas do sebo. Volta todo sorridente:

-Olha o que eu achei pra você! Morangos Mofados! Um dos melhores dele!
-Mel Dels du sél!!!
-Cara, Tem um conto dele que eu acho fantástico, em que ele fala de como o sentimento que ele nutri cresce. Vai tomando todos os espaços que ele tinha vago e continua mudando-o mesmo com o tempo, mesmo com a vida.
-Eu acho que sei. Não é do Ovo Apunhalado?

-Exato! E sabe, o mais genial. É pensar na mensagem final, no que ele tenta dizer. E acho que se ele tivesse escrito, teria escrito mais ou menos assim: “E em mim você ainda cresce”.

-Não sei, mas este é um dos únicos contos, que ele tenta passar uma visão positiva de algo. E mesmo assim, o fim fica em aberto. É como se só a tristeza lhe fosse algo real e definido... E como se a esperança e a alegria fossem sensações que PRECISASSEM de mais espaço... Precisassem de mais, do que papel. Que não necessitassem ter fim. Algo que nem ele, nem ninguém poderia descrever um desfecho de um final feliz.
-Meu... Deus.

Depois disso, ficou um silêncio, um espaço sem um fim. Paguei o livro, terminei o chá e segui o meu caminho. E agora, abro a primeira página do meu livro... E vejo uma frase que eu mesma escrevi:

“E em mim. Você ainda cresce.”