quinta-feira, 31 de julho de 2008

365


Já faz um ano que escrevo por aqui, um ano que tudo aconteceu. E eu ainda sinto as cicatrizes. Não as vejo, mas sinto que por baixo de tanta roupa há sim, marcas na pele.
E é isso. Já faz um ano que tive o pior baque da minha vida. Eu estava lá vivendo de forma calma e responsável, quando... BANG! Um tiro certeiro no coração. E o impacto foi tão forte que me lembro de perder o ar, de não conseguir mais distinguir as cores, os crepúsculos e nem nada que me alegrava anteriormente.
É... Doeu. E eu não pude suportar a dor que sentia, que latejava e pairava em meus pensamentos. Não dava mais. Eu só conseguia chorar, encolhida e sozinha na minha miséria pessoal.
Eu sabia que a vida continuaria, mas eu não conseguia. Só isso, não conseguia mais nada.
Tinha um final de semestre me esperando, reuniões do conselho técnico, apresentações de trabalhos, análises de linhas férreas e todo o resto que me acompanha até hoje. Mas naquela época não dava mais, eu não conseguia nem respirar.
Eu chorava, como uma criança que perde um sonho, um pintor cego, um músico surdo, um Deus pagão ou um Sonhar sem sonhos. Eu havia perdido tudo o que construí, todos os pesadelos se tornando realidade e toda aquela vida me esperando para ser vivida.
[...]
E sem nenhuma explicação, um dia, continuei vivendo sem pensar no que tinha acontecido. Tentando refazer meus planos, traçar novos objetivos e sonhar por mim, só desta vez.
Criei este blog. Comecei a colocar as minhas ânsias para fora, meus sonhos para dentro e toda esta loucura por todo o lugar. Já me meti em muita confusão por escrever por aqui, já tive Stalker, psicopatas, admirados e amigos. Sei que por mais que eu me canse e me estresse com tudo isso, é por causa do blog que mantenho contato com algumas pessoas que realmente valem qualquer preço. Pagaria tudo de novo.
[...]
Já faz um ano que tudo passou, que a calmaria reside em mim e que a tempestade já se foi. Agora eu possuo novos sonhos nas mãos, uma pessoa que amar, amigos com quem me divirto e... Aqui. Tenho aqui.

Obrigada por tudo.
Voltem sempre.
Toop.oop

domingo, 27 de julho de 2008

Conclusões


É isso, eu tenho o dom único e supremo de amar idiotas!

Não sei bem como ou quando isso começou, mas eu tenho aqui comigo uma vasta lista de idiotas que eu amei profundamente. E não só eles eram idiotas, mas eu também, fiz sandices por eles!

E como eu cheguei a esta conclusão? Óbvio. O tempo me mostrou isso.

Eu aqui olhando o Orkut alheio. (Pois eu passei um final de semana solitário e chuvoso trancada em casa, então... Internet e filmes!) E eu estava lá, quando me deparei com o perfil de um ex-namorado, que por sorte eu fui agraciada pela improbabilidade do nosso reencontro. Ok, isso me alegra muito. Mas até onde eu sabia... Ele ainda era um cara apresentável, sociável e tudo o mais. Mas não! Tornou-se um troço. TROÇO! Troço daqueles que se penduram nas árvores e que possuem, por sorte, um vocabulário limitado a:

-Uga-Buga.

Meu Deus!

E eu aqui. Adoradora de Neil Gaiman, viciada em Los Hermanos, entusiasta do cinema e afeiçoada que sou aos meus livrinhos! Com uma longa ficha corrida de idiotas!

E não pensem que estou generalizando. Que a minha derrocada amorosa, se restringe a um único caso de burrice. Não. Envergonho-me em admitir que, ai meu Deus, idiotas acendem esta sirene que eu tenho no topo da cabeça.

É igual a uma ambulância gritando pelo asfalta de uma metrópole: “Saiam da frente, saiam da frente! Pois este idiota aí já tem dona!”.

E quando um deles sai da minha vida, ao invés de expor toda a minha alegria com foguetes de festa junina. Não! Saio correndo atrás dele, quero a todo custo, que este idiota continue fazendo idiotices na minha vida. E claro... Na maioria das vezes isso não dá certo MESMO. E sou abrigada a sair por estas noites de Porto Alegre para tentar achar outro que ocupe o espaço vago.

É isso. E agora chove gente tosca por aqui, e a única coisa que desejo... É não me apaixonar por outro desastre natural. Pois isso sim seria muita idiotice, até pra mim.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Te ver todo dia já me salvou

Mais uma, daquelas coisas que eu deveria dizer. Mas como todos os outros... Deixo-me sufocar pelo medo:

-É, eu sei que eu tenho feito coisas estranhas por aí, conhecido muita gente, dançado com indivíduos que nem eu mesma conheço e me apaixonado todos os dias por pessoas diferentes.

Não que eu tenha começado a encarar o amor como um sentimento leviano, e cara, não estou. Apenas gosto de me encantar por pessoas todos os dias, ver coisas boas em desconhecidos, conversar com estranhos e pensar sempre o melhor em relação á elas. E isso alegra o meu coração.

Viver momentos alegres. É isso. A única coisa com que eu tenho me preocupado nestes últimos meses. Tenho pensado em momentos bons que vivi com você, nos que ainda vou viver com outras pessoas e claro, sinto falta do que não vivemos por força do destino... Ou não. Creio que tudo foi uma falta de força de vontade nossa. Uma falta de vida, que insistia em empreguinar aqueles outros anos.

E agora, nestes últimos dias... Estes em que vivemos mais próximos. Pude lembrar do seu cheiro que insistia em ficar em mim, das manhãs de domingo te vendo dormir, das noites de sábado te ouvindo rir e todas as outras manhãs/tardes/noites em que quis viver mil anos com você.

“É tão bom vir aqui. É como se pudéssemos viver uma realidade alternativa. Aquela boa e velha realidade, onde tudo aquilo simplesmente não aconteceu”.

E como você responde a esta minha frase? Respondeu dizendo que nem sabe se é uma realidade alternativa, nem nada que fuja as leis de Newton. Mas sim, que aquilo era o que deveria ser a nossa verdade. Aquilo que deveríamos ser juntos, mas que permitimos que o destino se interpusesse nas nossas vidas. E como eu reajo? Simples, faço doce e lhe faço rir com as minhas graças juvenis.

E é tudo isso que vivo. Todos estes pedaços soltos de alegria. Que me fazem ver que ainda não consigo preencher o espaço que você deixou em mim, o espaço que eu fiz questão de desocupar para a nova vida que se seguia. É como tentar fazer um quadro de quebra-cabeças, o desenho ta lá, mas é montado de pedaços. E a minha vida ta lá, toda ela em pedaços.

Sem você, eu sei muito bem o que é alegria. O que é sair com os amigos, amanhecer em outra cidade, dançar até os pés doerem, beber e rir. Mas cara, ser feliz está sendo quase impossível. Quase impossível encontrar o meu rumo, viver sossegada e ter a minha vida preenchida pelos meus sonhos.

E eu sei que eu nunca vou te falar o que escrevo, o que penso e o que eu realmente desejo. E sei que estou pecando por temer quem eu conheço tão bem, mas é algo inevitável, me calar só desta vez.

Sabe... Eu realmente me encantei por você, mais uma vez, e me deixei levar como das outras tantas vezes em que fomos felizes. Mas a realidade não pode ser quebrada tão fácil, os erros eu esqueço, mas o destino... Com certeza continuará a lembrar de nós.

Já que tudo que eu podia eu fiz
meu amor
foi bom tentar
foi por um triz

"Meu amor, já volto já. Seja feliz."

domingo, 20 de julho de 2008

Beirando a loucura.


Minha vida entrou, ficou, está na entropia. Será a ENTROPIA, um estado de espírito? Pois não sabendo a resposta, espalho por aí meus rastros... Pistas de onde estarei por algum tempo. Misterioso isso, muito pro meu gosto.

É que a confusão se adentrou na minha vida, e sendo ela amiga e companheira... Não larga do meu pé um segundo! E sendo assim, vou vivendo –eu e ela- neste misto de paranóia virtual e realidade caótica.

É isso... Paixões novas. Amores esquecidos. Amigos bêbados e todas estas confusões de uma juventude transviada pelo Rock e promessas de liberdade.

E eu continuo escrevendo aqui, mas mais ativamente no SACO! Pois lá... Sinceramente, to sem rumo.

Ps.: Mimos doces... pois ninguém é de ferro!

Mimos do P.S e do Adriano DiCarvalho. Os links estão nos selos. E eu passo pra... pra
* Devaneios da Insanidade * - P2
"...the last bar, the last frontier"
Escolham o que preferirem ;)











quarta-feira, 16 de julho de 2008

ESTRELAS E COMETAS.


Existe um texto espanhol, muito famoso para falar a verdade, que é sobre isso mesmo. Sobre as pessoas cometas e as pessoas estrelas. É uma descrição das qualidades de se viver com pessoas estrelas, pessoas brilhantes e duradouras, que só nos trazem coisas boas e esperanças novas para o coração.

Mas do contrário, não creio que cometas sejam tão ruins assim, sejam tão vazios e fracassados como diz o texto, ou como todos os outros acreditam. Como todos os outros crêem na normalidade específica do cotidiano. Da vida sem novidades.

Pois é, eu tenho consciência plena, que não passo de um cometa errante. Que... Mais cedo ou mais tarde eu me afasto, vou-me embora com meus sonhos, viajar em outra galáxia.

E como distinguir uma estrela de um cometa? Ora, ora. Sinta os sinais. Veja que os cometas são intensos, são alegres em demasia (por causa do curto tempo), lhes passam vontades instigantes, apresentam pessoas, mostram lugares e germinam grandes afetos em um curto espaço de tempo. Pois afinal de contas... Eles vão embora.

Estrelas brilham. Só isso. Você as conhece durante uma vida inteira, as ama por séculos, elas são sempre as mesmas lá no céu, você sonha com elas, elas dão esperanças boas e longas para você, ao lado delas a segurança é completa e garantida, etc. E todas estas coisas de certezas que uma pessoa pode passar, pode ter ou sentir por outra.

Quer diversão? Cometas! Pegue a sua rede e capture (enquanto puder) um deles que habitam este céu, e se divirta em noites de pura farra e alegria.

Quer segurança? Um futuro? Estrelas. Se encante por uma e faça com que ela brilhe só para você, faça desejos todas às noites e torça para que ao amanhecer, seus sonhos se realizem com a magia dos astros.

E se eu gosto de ser cometa? Sim, pois me divirto com esta vida de andarilha. Sei que não passo muita segurança para os outros, que quanto mais eles me conhecem... Mais próxima fica, a hora de dizer adeus. Mas é melhor encarar esta minha condição, e ser franca comigo mesma e meus impulsos. Do que tentar inutilmente ser estrela na vida de alguém, fracassando posteriormente com ela e comigo, sendo apenas mais uma estrela cadente.

E todo mundo se engana, todo mundo já confundiu estrelas com cometas... E desprezaram estrelas raras, acreditando que elas não passavam de cometas tenros nesta constelação de lost to the world.

Eu mesma, já amei um cometa. Cometa este, que continuou sua rota pela vida (dos outros). Também já fui feita de estrela, quando na verdade, eu alertei que não passava de um Harley na vida dele. Que o máximo que eu estaria disposta a fazer, seria dar um passeio nas nuvens, ver o sol no final da tarde e olhar a lua durante as noites de festa. Mas nada adianta, quando queremos nos enganar. Acredite, nos enganaremos com qualquer coisa... Até mesmo com uma nuvem.

E as nuvens? Raras e passageiras, de várias formas. Que por mais que o tempo passe, o destino delas é mudar. E por mais que a aparência mude... Os desenhos são sempre os mais lindos. E eu, cometa que sou. Tenho aqui a minha nuvem nestas tardes de sol.

As estrelas, mais tarde. Agora... Que a nuvem mude e me encontre.

domingo, 13 de julho de 2008

Metamorfossa


Sábado de noite, festival de Rock em Porto Alegre. Suruba de roqueiros, com cerveja regando a libido... E eu estava sendo encoxada por uma amiga, porque aquilo estava saindo do controle e estávamos em uma micareta do Rock! Quando... Eu vi! Uns óculos (tipo do Raul Seixas original!!!) caminhando sobre duas perninhas!

Eu só pude dizer: “-eu quero aquiiilo pra mim!”.

Foi então, que eu peguei a máquina fotográfica e saí correndo, quando eu cheguei perto do rapaz (que Senhor! Era bonito e do tipo que me agrada) eu cutuquei ele, tentando fazer a carinha mais fofa que o meu estado etílico permitiria:

-Olaaaaaaa
-Oi. (cara de assustado).
-Empresta os seus óculos.
-MEUS ÓCULOS???
-Sim! Me deixa tirar uma foto com eles! Eu adoro esse tipo Raul, mas nunca achei ninguém que tivesse um para que eu pudesse roubar! Mas agora eu te achei!
-Me achou? (Com uma cara de apavorado, que DEVE correr para poder salvar sua vida das garras de uma maníaca-psicopata-louca-retardada.)
-Achei! (já tirando os óculos dele, com lindos olhinhos verdes por trás das lentes).
-Hei... Hei... Hei.
-Vem cá... Vamos tirar uma foto! (já com os óculos no rosto)
-Ah... Não. Melhor não.
-Ahhhhh! Não seja desagradável o menino dos olhos verdes

[e conversamos uns minutos]
Minha amiga pervertida veio logo me encoxando e me arrastando para o meio da confusão generalizada, sem nem me deixar conversar como o moço:
-Vamos Toop! Vamos encoxar uns rapazes e passar a mão nos petinhos das meninas! Começa comigo aqui!

-Péraíii! Deixa eu... Eu. (olhando o rapaz e alcançando os óculos). Brigada viu? Não quer ir lá com nós?

(ele com uma cara do tipo: “eu quero, mas tenho vergonha de seguir os meus impulsos”).
-Acho... Melhor não, vai lá. Nos vemos por aí. (Pegou os óculos e segurou a minha mão, enquanto minha amiga me puxava).
-Vem!
-Não... Fica. (E a multidão começou a me engolir, e nossas mãos começaram a se separar por força de terceiros).
-Qual é o teu nome????
-Ro (e a banda começou a tocar, não me permitindo ouvir nada. Eu só consegui ver a cabeça dele e a mão ainda esticada para poder me alcançar).

-O QUÊ???? (gritando o máximo que podia).
-ROOOO

[...]

E eu confesso que não pude ouvir mais nada. Nós esticamos as mãos para podermos nos alcançar... Mas era tarde demais, a multidão já havia me engolido, o álcool rodava pelas mãos dos meus amigos e...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A vida é um doce.





-Quer uma cocadinha?
-não brigada minha filha, tenho diabete.
-ta... (me lambuzando de cocadas). Certeza?
-sim...

(...)

-Cocadinha?
-Não ¬¬. Eu tenho diabete.
-Certeza?
-Tenho. (ta de sacanagem comigo essa maldita).

(...)
-Cocadinha???
-quer saber??? Dá isso de uma vez!

E agora eu fico aqui pensando, que aquela senhora comeu aquela cocada inteirinha na minha frente. E que talvez eu tenha matado ela. MEL DELS!!!

E eu vou explicar como foi a coisa:

-eu estava andando alguns quilômetros, porque eu tinha gastado o dinheiro da passagem para sanar a vontade pelas benditas cocadinhas. E eu esta lá... Caminhando, cantando e me lambuzando. Quando, uma senhora me chama e pergunta se eu estava indo para um determinado bairro. Eu disse: “sim, sim... passo por lá”. E então começamos a caminhar juntas, enquanto eu engolia todas as cocadinhas que minha boca permitia ela falava, e falava e falava! E eu só ouvia o “nhóc” da minha boca mastigando. E eu pensei: “se ela comer um pouco, ela para de falar”, foi então que: “quer cocadinha?”. E o resto foi isso.

Ela comeu.

Ela morreu meu Deus!?

Causa do óbito: Cocada... que coisa bonita. Vendo assim, nem dá remorso. Vendo assim até imagino que ela morreu com sorrisinho um no rosto.


Mimos:


• Cólica Mental
• Baba Cosmika
• Jornal da Lua
• x You Give Me Something x








• Adriano DiCarvalho
• Geminiana Doce
• Salve Jorge
Para o salve Jorge, só porque ele é aquele tipo de rapaz... como é mesmo? Ah! Sim: "bonachão simpático"!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Tirando do Baú


(...)

-Não sei exatamente quando as coisas mudaram tanto, e nem sei se mudaram tanto assim. Mas o fato, é que nada mais permanece naquela atmosfera torpe de quase uma década atrás. Nem sei se isso quer dizer que tudo melhorou, que estamos todos bem... ou que somos mais felizes hoje. Já nem sei mais.

...não, me deixa terminar. Me deixa colocar tudo pra fora. Só dessa vez...

Eu sei que muitas das coisas ruins, foram ruins porque eu não contribuí, porque eu não ajudei em nada e porque eu fui relapsa com nossos sentimentos. Fui infantil. Bem, na verdade... eu era nova demais para poder entender certas coisas, certos sentimentos e certas verdades infindáveis... era nova demais para entender qualquer um, que não fosse eu mesma. E mesmo assim, nunca me compreendi.

E já entraram tantas pessoas em minha vida, e na sua também, pois não serei ingênua em pensar que nenhuma delas não lhe amou, que não foi fiel e devota de seus carinhos. Como eu também fui... Tive fiéis devotos de minhas alucinações, sonhadores que me permitiram voar um pouco mais alto. Mas nenhum... me deixou planando durante tantos anos.

Espera, já estou terminando.

E agora vem toda esta onda e me põe a nadar outra vez, toda aquela maré que vem arrastando tudo outra vez. Tudo de volta para o senhor das águas. (...) Fico me perguntando se meus braços ainda são fortes, se suportariam o repuxo... E já faz algum tempo que tudo vem se complicando, que os dias tem sido mais curtos, que sua presença vem colorindo um pouquinho os meus dias, que seu rosto tem se tornado presença fixa de meus pensamentos e que... o amor ainda vem me fazendo rir.

Pensa um pouco no que vou lhe dizer agora. Por favor.

Eu cresci, não sou a mocinha que desenhava estrelas nas mãos, que dançava com os pássaros, que lhe amava antes de qualquer outra coisa. Não sou mais assim. Ainda sou diferente das outras, ainda canto Los Hermanos.... E ainda creio que possamos ser melhores juntos. E agora... Mesmo assim. Você ainda quer fazer parte deste encanto?

(...)

19/05/08