sábado, 30 de agosto de 2008
domingo, 24 de agosto de 2008
Pero hoy entendí que no hay suficiente para los dos

Acordei com fortes dores, sem nem saber onde eu estava. E foi isso. Meu fígado ficou puto comigo e parou de falar com a Toop aqui. Sério, ele ficou furioso com o meu excesso etílico e parou de funcionar.
Passei o dia dormindo, tomando chá, remédio e vomitando. Lá pelo finalzinho do dia, meu fígado ingrato resolveu se mobilizar, e quem sabe, me ajudar um pouquinho. Fizemos as pazes, mas ele me fez prometer que nunca mais beberei exageradamente, nunca mais consumirei moloko e jamé me acabarei na vodka. Prometer... eu até prometi, mas sinceramente não irei cumprir droga de acordo nenhum, quem manda no meu corpo soy YO! Y no me gusta hablar con mi (pluft! voltando...) fígado como se ele fosse dono da minha verdade. A idade está chegando, mas a noção passa longe da minha cabecinha vazia.
-Toop?
-alôRRRR
-Ta bêbada?
-ugh! Não... fala.
-Eu queria te pedir desculpa pelo o que rolou na terça-feira.
-ham? Terça? O que aconteceu na terça?
-Eu te...a gente. Eu não sei se o que eu fiz não vai ferrar com a nossa amizade. Eu queria tanto ser um cara mais bacana, mas você sabe que eu também sou humano, que ser fraco faz parte do aprendizado... e que.
[Tooooop? Cade a Toooop! Aí você! Venha cá e beba mais um moloko com os meninos. Eles estão suplicando por uma companhia feminina!]
-Toop. Ta aonde?
-Afogando os problemas, mas eles... os malditos. Têm colete salva-vidas!!!
-Hum...Seus amigos. E o Joel? Ta aí?
-Estava e foi embora... Nem deu tchau o ingrato.
-Hum... Conversou com ele? Ele sabe de n...?
-Não. Ele não tem nada haver com isso... a vida é minha e ele decidiu sair dela sozinho. Não devo satisfações a ninguém.
-E eu?
-Claro, agora você. Mas não necessariamente... Não saia na chuva DG. A minha chuva é de raios.
-Eu não me importo. "la melancolia de morir en este mundo y de vivir sin una razón".
-Você decora frases em español só para se aproximar de mim?
-Estou conseguindo?
-Mais rápido do que imagina. Mas... eu não quero errar mais, não com você.
-Cariño. Você nasceu na espécie errada então. Deveria ter nascido um pato.
-(...) Eu tenho que desligar. Boa Noite.
-Me diz alguma coisa, me diz algo para lembrar até Terça.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
AS CORES BONITAS
Tem vezes, que por mais que os problemas lhe afoguem... Existem sim, pessoas que conseguem lhe arrancar sorrisos verdadeiros e... e... Sentimentos bons.
Eu em uma tarde em Porto Alegre. Não, não é assim. É assim: Nós em uma tarde em Porto Alegre:
[Quando ele me viu]
-Nossa! Nada mais indie do que nós dois nesta ventania maluca.
-Também acho. Você com esta calça “risca de giz”, All Star branco, casaquinho colegial americano e vamos ver... [abrindo o casaco dele] MEU DEUS! Camiseta do Elvis Costello!
[sem graça]
-É... Eu faço o que poço. E nem me venha com seu papinho furado. E você? Calça social, sapatilha, casaco colegial americana, blusa de menina caveira e cara... Esses óculos abelha! Eu sempre... Sempre quis ter uma menina abelha só para mim!
-Há! Isso é inveja! O menino dos óculos fundo de garrafa! Você não pode usar óculos escuros... Porque do contrário, não veria um palmo a sua frente!
-Isso mesmo! Folga no menino cegueta aqui... E mesmo assim, não me interessaria em não ver nada. Não hoje.
[...]
Na fila do cinema. Ele todo menino-autista-lesado, se matando imitando a Madonna:
-DG.
-Sim cariño?
-Odeio gente efusiva. ¬¬
-Eu sei... Notasse pelo seu mau humor em alguns momentos. [E ele continua cantando Like A Virgin]
-DG. Já te disse que odeio se exposta ao ridículo?
-Já. Você é tão sucinta algumas vezes, que eu até esqueço que você existe. [E começa a dançar e cantar mais efusivamente]
E num surto de ira/stress/vergonha eu começo a chacoalhar o coitado:
-Paaaaaara com isso! Chega de fiasco em público. Para um pouco! Não precisa ficar de um lado para o outro chamando a atenção... Eu “tô” aqui.
...Ele chega perto. Me abraça:
-Eu também... Só para de gritar, você está ME expondo ao ridículo cariño.
-¬¬. Vou te matar... CORAZÓN.
[...]
Sorvete nas mãos depois da visita ao Museu do Mário Quintana, sentados em um banco:
-Isso não ta certo.
-Que Toop?
-Você sabe... Tudo isso. Aquela minha vida de antes, a vida que eu gosto de viver só que não consigo e tudo aquilo... Aquilo que eu sin...
-Não precisa se justificar.
-Mas...
-Mas nada. Eu vou ficar aqui, do jeito que estou agora. E assim é bom. É bom ter alguém pra quem ligar, pra ver e ouvir. Pra sentir...
-Sabe... A vida não vale de nada, se você não consegue ter paz de espírito.
-É por isso que estou aqui. Cariño.
Encosto minha cabeça no ombro dele:
-O sol já vai embora.
-Não... Falta um pouco. [encostando a cabeça dele na minha] Pouco.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Tentei. Tentamos.

-Assim como?
-Assim... Pessoas que procuram em outros, o que perderam de sí mesmos. Pessoas amigas tristes. Que precisam aprender a serem conhecidas. Pois do contrário, a vida irá se encarregar disso por nós. Pessoas assim. Pessoas que têm a solidão como amiga fiel, amiga egocêntrica que nos acompanhas a todos os lugares.
-Então porque você vem aqui?
-... Porque é bom, ter um lugar para ir.
domingo, 10 de agosto de 2008
Tentamos

-Toop. Olha, vou te falar uma coisa que eu quero que você guarde bem contigo, que faça disso uma verdade existente entre nós dois. Uma verdade daquelas que não se discute, apenas e somente, ouça e aceite. Aceite e guarde este segredo nosso, essa vontade que tenho de viver contigo, essa gana que tu sentes de viver e saiba guardar o que te falo. Segredo calado. Segredo que só o teu coração deve ouvir:
Toop, por favor. Viva tudo o tens pra viver. Faça das suas vontades a sua vital, dos teus sonhos um impulso para sorrir, por favor, viva... Tenha paixões pelas quais você possa se desesperar, sorrir e queimar. Queime, mas não se apague jamais, queime. Vá, viaje pelo país, visite o Chile, colecione corações estrangeiros, conheça tudo o que puder e faça tudo o que quiser. Beba, veja bem, beba todos os absintos que você puder comprar, tenha suas noites visitadas pelas fadas. Fadas que vão lhe acompanhar durante toda a sua vida, as suas fadas.
Mas por favor, cuide do seu coração, não envenene seu espírito, preserve-se assim: Calma... Em paz, com leveza no viver e com sua alegria intacta. Cuide para não se deixar levar pelo mal, para que os outros não lhe entristeçam para que não te firam e não fira os outros. Não toque se você não se dispõe a amar, não se deixe levar se não puder viver tudo o que merece... E enfim. Viva tudo o que puder viver. Porque eu vou te levar pra mim.
-QUE???
-Eu vou te esperar. Vou esperar que você viva tudo o que tem para viver, que brilhe o quanto puder... Para depois te levar comigo. Eu. Eu... Eu... Vou roubar a sua vida de ti. Vou tê-la para mim. E com a vantagem de te ver alegre sempre, sempre feliz por ter vivido tudo o que podia.
-Posso te falar o que eu penso? ¬¬
-Não. Não pode. Shiiiiu! Não estraga o momento.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Menina Infinito.

Este é o nome do HQ que tem a minha vida em páginas.
E eu fiquei apavorada quando o meu irmão disse: “leia isso. Eu nunca te desenhei como você pedia, mas se desenhasse, seria assim”, e era! A minha vida lá!
A menina de cabelo curto, estilo próprio, pircings, botons e vodca. Mas no meu caso seria absinto, porque é mais forte e porque eu adoro fadas.
Mas não só o estilo. A vida! A vida dela Senhor! É parecida com a minha... E eu queria saber se tem alguém que fica tomando nota das minhas confusões, para depois passar para as páginas deste livro. É muita coincidência.
Fábio Lyra (o autor), odeio você! Odeio admitir que a minha vida seja interessante. Odeio ver que por mais que as confusões sejam muitas... A diversão é garantida e a paisagem, ai ai, é a mais linda que eu poderia ver!
E todos aqueles amores de outonos, as paixões de invernos e todas as bebedeiras do ano inteiro. Tudo isso tem seu valor. E nem que seja aquela lágrima de quase um ano, eu aprendi com isso ora. Aprendi que precisava comprar uma maquiagem a prova d’água.
Aquele amor de quase uma década. Na verdade não deveria ter durado nem um ano. Não deveria ter me permitido tanto sofrimento tolo, tanta insistência patética por nada. Quase um sem fim de mágoas, que eu tranquilamente poderia não ter vivido... E mesmo assim seria feliz.
Não que eu não seja feliz agora, só acho que eu poderia ter me poupado mais. Mas enfim... Sou do tipo (ingrato) de pessoa que vive tudo até o fim, que espreme todas as laranjas -ou limões- para ter o melhor suco, que fuma seu cigarro até o fim e que ama até gritar CHEGA. Sou das raras meu caro amigo, das raras que erguem a cabeça para dizer:
-EU VIVI TUDO O QUE A VIDA ME OFERECEU. E O QUE ELA NÃO ME OFERECEU, EU CORRI PARA POSSUIR.
Fábio Lyra. Grata que sou por você existir. Por você ter me feito ver que sou peculiariamente... Uma Menina Infinita.
Mimo:
Porque eu sou esquecida que só... e esqueci de posta o selo que a Carol me passou a um mês... [ai que vergonha]
*adoro como ela escreve.
Passo para:Beta
Janete
**Todo mundo linkado e bonitinho?
Bonitinho... Então bye e bom final de semana pessoas infinitas.!
○.○
domingo, 3 de agosto de 2008
Das conversas...

[entre copos]
-Mas eu não sei... Porque no final eu sempre to na pior, e pra variar sozinha. E tudo isso não passa de uma frustração prolongada e fudida. E é tudo bem estranho, pois sempre sou considerada a mais festeira, beberrona e boa vida de todos os grupos de amigos. Mas não passo de uma pessoa que deseja ser posta no colo e levada para casa por alguém que ela ama, e se não for pedir muito, que ame ela também. E eu acho que manter este sonho ingênuo, acaba sempre estragando tudo. E é sério isso o que eu estou te falando. Sabe, os caras sempre acham que eu sou terrível, que tenho uma personalidade hiperpowersuper desafiadora e que, por mais que eu diga o contrário, eles devem sempre se proteger de mim. E tudo isso é uma merda. A merda que sempre ferra com tudo e que não me permite viver um relacionamento até o talo. Porque esses tipinhos sempre acham que devem se preservar, que não devem, jamais, serem eles mesmo quando estão comigo. E claro, eu acabo sempre sendo eu mesma, a ferrada-moça-ingênua que quer ser igual as outras, e ter sim, um amor para viver, um sonho para dormir, uma segurança para me amparar e tudo o mais que as pessoas normais possuem. Eu sei não sou muito normal, mas ser tão ferrada assim já é exagero. E eu sei que essa minha mania de seguir os impulsos, ainda irá quebrar as minhas pernas, irá colocar a minha cabeça á premio e você verá fotos minhas em cartazes pela cidade, onde estará escrito: “procura-se, viva ou morta”. E eu não estou sendo dramática. Todos sabem que eu vou onde o meu impulso pedir, ele é um cãozinho sedento por ar fresco e comida. E eu preciso, sim senhor, PRECISO ter estes breves momentos de alegria, para poder viver o resto da semana. O resto da semana com um sorrisinho eloqüente no canto da boca. Nem me venha dizer que devo pensar nas certezas. Não sou boa em amarras e coisas certas e coerentes. Preciso do caos para movimentar as minhas engrenagens. Estas engrenagens enferrujadas que eu tenho aqui no peito, estas que pararam depois daquele romance de abril, ou seria o de junho? Sei mais de nada à uma hora dessas, que horas mesmo? Cruzes... 4h da manhã e eu não sei o que fazer da minha vida, não sei qual o meu próximo passo e nem mesmo se terminarei de beber esta cerveja. E vem você e me pergunta se sou feliz. Sou mais feliz do que ontem, do que há um mês e do que há um ano... Eu sei que meus amores não deram certo, que minha vida pende para o drama, que meus amigos mudam e que a cerveja fica mais cara a cada semana... Mas, sinceramente: Como poderia ser infeliz, com você aqui? E Tchtchu. Meu sonho só é sonho, porque você está nele.
**Karoo, volte sempre moça. Da próxima vez, deixe um rastro... eu ainda não sei seguir borboletas. ;)
