sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Jude.

Eu era infinitamente enrolada com o Joel quando me aproximei deste cara, quando achei aquela voz de veludo, a voz mais bacana que eu poderia escutar. Quando eu fiquei BURRA outra vez. Emburreci e não consegui arrancar Joel do peito, marquei encontros e perdi datas... Quase me perdi com ele.
Loucuras de dias sem que ninguém me visse pela rua, pelas festas ou bares. Sumi de tão feliz.
Eu tinha medo de perdê-lo. Mas não deixei de marcar encontrinhos com o meu amigo, troca de livros, caminhadas pela madrugada e uma noite de álcool. Lembro como se fosse hoje:
- Estávamos nos divertindo muito. Eu tinha me esquecido o que era sair para rir com uma pessoa tão agradável... Peguei o chapéu dele e o coloquei. Estraguei meu cabelo, mas lhe arranquei gargalhadas deliciosas e inesquecíveis.
Quando tocou Beatles e eu fiz questão de dançar sozinha, ele me abraçou e disse “não esquenta”. Era estranho abraçá-lo pela primeira vez. Não era primeira vez, mas era como se fosse a única que devesse ser lembrada.
Ele tinha um perfume tão bom, a voz era tão veludo e o coração estava tão perto. Ele estava tão próximo de mim, que já não sabia mais quem estava roubando o ar de quem. E quando ele se inclinou, eu não ouvia o Paul cantando “Hey Jude”... Eu não ouvia mais nada.
Meu celular vibrou no bolso da camisa, ele se afastou e me olhou como se algo estivesse prestes a ser quebrado:
-Alô.
-Toop. Aquei é o Joel. Vem aqui fora... Estou aqui na frente. Quero falar como você.
-OK.
Eu devolvi o chapéu. Disse que tinha coisas importantes para resolver.
-Você volta?
-Não mais.
[...]
É até difícil de acreditar que este tipo de coisa aconteceu comigo, que eu ainda cometa erros tão primários. Amigos são só amigos e namorado se arruma outro. Coisas que eu deveria ter decorado aos 13 anos. Coisa de amador... Erros que me fizeram rir como nunca, dançar e ver aqueles olhinhos de avelã bem de perto... Quase grudados nos meus.
Porque será que continuo errando?

sábado, 24 de janeiro de 2009

Na fita.


Quem me conhece, sabe que sou completamente relapsa comigo mesma, me largo e nem me importo com as coisas que irão me acontecer. Não que eu acredite que o destino me trará tudo prontinho, nem creio mesmo que exista alguém ditando as regras. Mas como diria aquela velha neurótica que me perseguia: “O que é teu ‘ta’ guardado Toop!”
Mas sem me desviar. O assunto é a minha falta de atenção com algumas coisas que o mundo dita como sendo uma regra absoluta que todos devem seguir.
Meu cabelo é curto, por pura comodidade, preguiça de fazer mil frescurinhas para que ele chame a atenção de quem quer que se importe. Eu não me importo. Acordo, chacoalho pra cá, pra lá e pronto: “-Mundo! Cuidado comigo!”.
Não uso salto alto nem por decreto. Não sinto conforto algum e nem acho bonito. Não preciso ser mais alta do que já sou, não necessito aparentar mais do que meus (já) 171 centímetros de altura. E pasmem, papai me deixou uma genética ótima, perfil de jovens que crescem até os 24 anos e vão diretamente para áfrica morar com girafinhas.
Não sou fresca, nem prego o desapego total. Só não me importo com que a maioria se importa. Pode?
Pode que eu sempre visito o site da melissa, procurando uma nova sapatilha bacana que combine com aquele meu casaco anos 80 verde-limão. Cada um com seus fricotes. E o meu maior é o All Star.
Perco horas e horas para escolher uma bolsa, adoro bolsas e sei que elas me amam também. As únicas! Que sempre me arrancam um suspiro de pura satisfação.
Não saio de casa sem delineador. E me perdoem os céticos, mas meus olhos (quase) orientais somem se eu não der um trato antes de qualquer compromisso. Não é vício, apenas zelo. Cuidado meticuloso para não sair na rua parecendo um Panda recém acordado. Porque também, Panda no Brasil não dá!
E aos que não acreditaram em uma palavras escrita por aqui: o que é meu “ta” guardado sim, em alguma loja linda por aí, bem acompanhado de um All Star, uma bolsa, um óculos (ai que perdição), etc.
Dica Blog: Hoje vou assim

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Sexta-feira.


Agora eu estou aqui na sua frente, sem nem saber o que fazer com as mãos, sem nem pensar que te beijar, talvez, seria a melhor das opções.
Queria ter o hábito do fumo, para assim ter algo vago para segurar entre os dedos. Mesmo sabendo que em minhas mãos eu tenho você mais uma vez. Sem nem saber, se esta será mais uma das tantas vezes que nos encontramos neste infinito triangulo amoroso. Triangulo dos dois lados, eu aqui com meus laços e você aí, com suas perdições.
Tenho medo de só conseguir ser eu mesma do seu lado, medo de me perder pra sempre sem você para me abraçar e dizer que tudo vai ficar bem. Medo de ser eu, sem você.
Eu ando voando tão alto, que nem sei se te ver seria uma forma de me prender ao solo, ou se seria um impulso para ir além do que jamais vivi.
Agora. Eu aqui na sua frente sem saber o que fazer. Desejando que tudo acabe o mais rápido possível, ou que o mundo pare, para que eu possa te ver sorrindo mais uma vez.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Outra vez


E pensar que eu poderia viver a vida inteirinha sem ele, sem tocar nele, sem dizer “bom dia”, sem me preocupar se ele está vivo ou morto e sem sentir este estranho ciuminho infantil que algumas vezes deixa a minha vista turva de tanta raiva.
Nunca o amei, nunca quis amá-lo e que Deus me ajude que meu coração cheio de tolas esperanças não se entregue para ele.
Ok. Confesso que já passamos por muitas confusões separados, que nossos nomes andaram vinculados durante algum tempo e que até admito que meio mundo ainda tenha duvidas de quem estragou a vida de quem.
Estragaria tudo outra vez se eu tivesse direito de escolha. Estragaria bem mais.
Mas mesmo depois do tempo, dos outros, da outra (blé) dele e todas as outras confusões que saímos por cima. Fica a sensação (quase certeza) que nunca vou conseguir agir normal quando estou com ele, que sempre vou olhar por sobre o ombro de quem quer que eu esteja acompanhada só para ver se ele continua por lá e que sou dotada de umas esquisitices que beiram grosseiramente a loucura. Ai de mim.
Posso ser surtada. Mas sei que sempre que ele pode, olha minhas catástrofes amorosas com um sorriso sádico de quem diz: “eu sabia”. Que durante toda a minha compulsão eu danço, canto, pulo e rezo para que o mundo acabe enquanto tudo está brilhando e reluzindo com a minha felicidade, ele acende mais um cigarro e espera que eu me canse para me oferecer mais uma cerveja.
Eu surto porque o mundo me deixa nervosa, porque as pessoas não fazem a parte delas nesta imensa roda gigante, porque as pessoas deixam de amar, porque as pessoas quando amam não lutam, porque eu não consigo mais não me meter em confusão e nem me desapaixonar ...Porque... Porque eu surtei outra vez.
Ui.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Ai que ainda morro contigo. Ou por ti.


Em dias de pura energia e neurônios em festa:
Meu Orkut diz:
-.
“Chegava a estar inquieta ontem na minha cama procurando teu abraço".
.
Ui que meda.
.
-Eu acho que você me deu uma vontade de voar. E meda que dá de voar alto e pra longe, medo de voar sem pára-quedas, de perder a rota no meio do caminho e parar sei onde sozinha.

Mas eu acho que se eu saísse pra voar, ia te ter perto de mim né? Ia te ter me vigiando de perto/longe, pra me deixar protegida e livre pra sentir o vento.

Ai que você começa a me dar medo e medo bom. De rezar e pedir que continue, pedir que seja doce e que meu deus tô é surtando no 1º dia do ano.

Tudo culpa sua.

E fiquei super mega power pilhada pra vencer todas as batalhas e conquistar o mundo... Voar eu acho.