sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quarentena


Estive fora por uns dias, em órbita, por motivo de doença maior... ou febre delirante... ou dores insuportáveis. Ou sei lá o que, que me deixou alguns (poucos) dias de cama, e incomunicável.

E sei lá o que essas pessoas estranhas têm na cabeça vazia delas. Sei lá mesmo, vácuo cerebral... Só pode ser.

Pois sempre tem um idoso que vem puxando papo do nada comigo, CRIANÇAS! Crianças senhor! Que se apegam a mim mais do que a própria mãe delas. Cãezinhos perdidos que me seguem pelas ruas, estranhos que sorriem para mim... sei lá, são todos muito exóticos.

Porém, segue a lenda... que eu inspiro afeto nas pessoas. E sei lá eu, o porquê que isso acontece. Só sei que do dia para a noite, as pessoas abrem os corações delas para mim, dizem tudo e mais um pouco sobre a vida delas e esperam (ó leda ilusão!) que eu faça o mesmo. Eu hem... Bando de estranho. ¬¬

Creio, que seja a cara de menina meiga que me dê esta “áurea” pura e confiável. Mas mal sabem eles! Hóhóhó. Que eu tenho ódio no coração! Que atiro pedra em passarinho, queimo formiguinhas com lupa, aperto a campainha e saio correndo, Que levo o filho dos outros pro Tóchico! (é assim mesmo.. Tó-chi-co), que amarro latinha no rabo do gato... Enfim. Todas estas atrocidades que pessoas peraltas cometem diariamente por aí.
Enfim... Não sou o que aparento, mas finjo bem.

E hoje, eu ainda febril na parada... Enquanto vejo uma velhinha puxando papo com outra. Até, que a OUTRA pegou o seu ônibus e saiu das garras da idosa matraqueira.

Quando percebo, o olhar da senhora já está voltado para mim, e ela vem vindo... e eu vou indo... eu vou para direita, ela vai para direita... eu paro, ela para. Tipo... Stalker da terceira idade a coitada!
Até... que eu me distraio nos delírios da minha febre e baixo a guarda.

-Minha filha... que frio! 06ºC??? Minha saúde já não é mais a mesma. Não suporto tão bem esta temperatura, quanto vocês jovens.
-Hum??? Yo no te entiendo. Yo soy argentina señora. Hablas español?
-MEU SENHOR!
UMA MOCINHA ARGENTINA PERDIDA!

Corram para as montanhas!


*E falando em correr... Peculiaridade:
- Você está tão estranha, com um olhar profundo, uma malícia nas palavras... Quem é você? É a (meu nome verdadeiro) que ta aí?
-Não... é a Toop.
-MEL DELSSSS! FUJAM PARA AS MONTANHAS!
-¬¬

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A favorita


Ontem, enquanto via Fantástico... Deparei-me com a instigante pergunta feita pela atriz Patrícia Pillar aos telespectadores:
- E você? É também o favorito de alguém?

E você... amiguinho anônimo “SilentWings” que me desejou felicidades no meu aniversário:
-Gostei do que escreveu, achei profundo e de certa forma muito verdadeiro. Mas não concordo com uma ou outra coisinha. Mas mesmo assim gostei muito. Volte sempre...
Ps.: Obrigada a todos também.

Ô pergunta infeliz essa. E vou indo me questionando sobre isso, e quando achar uma resposta eu volto aqui e digo. :D
Enquanto isso... me respondam vocês:
-E vocês? São os favoritos de alguém? E de quem?

sábado, 24 de maio de 2008

Stardust O Mistério da Estrela.


E esta estrela guardou segredos, sonhos e encantamentos por duas horas e dez minutos. Tempo, em que fiquei sentadinha olhando encantada um dos melhores filmes da minha vida.

Stardust, filme inspirado na obra de Neil Gaiman. O livro leva o mesmo nome e tão igual é glorioso e encantador, característica inconfundível nas obras do autor. Os sonhos. E talvez sonhar, seja a única coisa coerente que possamos fazer ao lê-lo... Ou no meu caso, vê-lo.

"A estrela cai. A perseguição começa."

Um conto de fadas. Este filme não passa de um belo e inovador, conto de fadas para adultos sonhadores, ou ainda capazes de acreditar em algo. E foi exatamente isso que fiz. Acreditei no sonho que me fora vendido tão barato, e com um enredo tão fantástico. Acreditei que há amores impossível sim, que a impossibilidade deles é que não existe e acreditei em sempre arriscar por coisas válidas... Por coisas do coração.

Claro, no mundo real não há bruxas que queiram comer o seu coração, príncipes ferozes por imortalidade e muito menos um muro pelo qual eu possa passar para poder viver um sonho digno de cinemas. Mas há coisas piores por aí, coisas cruéis e tristes que fazem o coração se entristecer e morrer aos poucos. Faz o lado bom da vida ir embora. Mas acreditar sempre é um caminho razoável para os sonhos, para as aventuras e para a espera... pois posso não viver em um conto de fadas, mas acredito fielmente que lá em cima, um estrela é minha.

“Você pode procurar a maior riqueza de todo o universo... e nunca encontrará nada mais lindo. Então... sim, eu sei que... o amor é incondicional. Mas também sei que pode ser... imprevisível, inesperado, incontrolável, insuportável, e...Bem...estranhamente fácil de achar que está odiando. O que eu... o que estou tentando dizer Tristan, é...eu acho que estou te amando.Meu coração, parece que...meu peito, mal consegue conter... Como se ele não... mais me pertencesse.Como se pertencesse a você.E se você o quiser,eu não quero nada em troca. Não precisa dar presentes, sem bondades, sem demonstrações de devoção. Nada além de saber que também me ama. Só o seu coração. Em troca do meu.”

E até mesmo a estrela que caiu, caiu com um destino traçado e romântico. E, foi ver este amor se tornando real... Que me fez brilhar um pouco mais. Ter um pouco mais de esperança no destino e também, na vida.

E a lenda diz, que quem possui o coração de uma estrela, também possui a imortalidade... E foi exatamente por isso, que ele viveu para sempre. Pelo coração que ela lhe dera em troca de amor, carinho e felicidade.

E é isso... Um sonho de estrela, um mistério do céu e um amor para viver. Tudo que Neil Gaiman me vendeu... foi tudo que eu compre para continuar vivendo. Para continuar viva e crendo no melhor.
Um sonho...

"Quando estrela cai. A perseguição começa."

terça-feira, 20 de maio de 2008

- Nasci no dia de Santa Rita de Cássia. Sou geminiana. Sou destra como a grande maioria das pessoas. Nunca acreditei em Papai Noel, coelhinho da Páscoa e afins. Digo frases do tipo: “adoraria lhe Rever!”. Gosto da palavra Sonho. Nunca quis ser bailarina. Aos dez anos queria ser Engenheira. Já joguei Xadrez. Já quis ser vegetariana. Sou perfeccionista comigo... Porém tolerante com os outros. Já perdi um grande amor. Já abri mão da felicidade uma vez, quis ter outros caminhos. Tenho uma pinta de um lado das costas, e uma cicatriz de catapora do outro. Pego Gripe só de ver pessoas espirrarem na TV. O primeiro livro que eu li foi “A polergazinha”. Lembro do meu primeiro número de telefone. Gosto de ver as janelas chorando quando chove. Já tive cabelo comprido. Já tive cabelo ruivo, preto, castanho, roxo e a creditem laranja... Não quero ficar velha. Tenho um amor profundo por todos os meus amigos. Meu maior medo é perdê-los. Gosto de caminhar sem nenhum objetivo. Gosto da função social do cigarro. Não fumo. Não sinto cócegas. Prefiro a noite. Esqueci meu primeiro beijo. Gosto de camisetas. Conheço muitas pessoas. Gosto de poucas pessoas. Quero dividir um AP com uma amiga. Quero realizar um sonho, ter um amor verdadeiro e ser feliz!

ps.:Vou morar no Chile.

domingo, 18 de maio de 2008

Fogueira


Puta mundo injusto este que eu vivo. Mas é gente! Cheinho de injustiças que eu não consigo solucionar. E nem consigo dizer para as pessoas, deixarem de esfregar a felicidades delas na minha cara.

Sempre amei pessoas felizes, positivas e cheias de ânimo pela vida e as pessoas. Acho tudo muito bonito... Mas bem longe de mim. BEEEEm longe. Não sei o que anda acontecendo com estas pessoas caóticas, pessoas de meu Deus, com seus sorrisos Colgate e roupinhas da moda.

Eu sou ponto de encontro de pessoas felizes... Elas ficam me dizendo que estão namorando e tudo, que estão muito felizes, que compraram isso e aquilo. Que estão ótEmas! Sem eu nem perguntar.

E o disparate total foi nesta quarta-feira, na aula, quando minha amada e estimada amiga me comunica a sua mais nova aquisição:

-Adivinha só! Consegui!!! OUTRO namorado Toop!
-Adinha OQUE? Conseguiu OQUE? Outro OQUE?
- Outro namorado! Agora tenho dois!!!

Cara, isso é injusto! Umas com dois de bobeira... E as outras pobres mortais se engalfinhando pelos escrotérrimos que andam dando sopa por aí. INJUSTO!

E falando em gente escrota, eu na biblioteca na quinta-feira... Quando um rapaz (bem feioso) pede licença:

-Licença moça.
-Toda.
Vai fundo.

-Olha aquiii. Vou levar este.
-hum ¬¬
-Cantadas perfeitas.
-È... Mas acho que vai perder tempo.

Peloamordedeus! Volta pra encruzilhada, despacho de macumba!

-Por quê?
-Fala sério? A palavra “cantada”, já um grande indicio de fracasso proeminente.
-É??? Jura? E você... Prefere que um rapaz lhe diga o que?

Cuma? Quando eu olho para o Quasimodo, ele está que é só sorriso e com os olhões arregalados. Parecia uma coruja pronta para pegar um ratinho na floresta.

Pego um livro da estante e entrego para ele:
-Prefiro isso.
-O que é isso? Hum... Triste fim de Policarpo Quaresma?
-Bota triste nisso!

*Queima ele Jesus, queima ele! Queima ele até virar carvão!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O Contrário do amor.


Cmomiℓ: amor também acaba
Toop: sei la... Não sei se morre. Mas creio que ele vai mudando, e se tornando outras coisas. E um dia sim, depois de muito tempo ele se extingue... E fica só a indiferença
C
momiℓ: aff
C
momiℓ: indiferença, não!
Toop: ai Camõ!... O contrario do amor é a indiferença
C
momiℓ: é o ódio
Toop: é nada.

É tudo. Tudo de ruim que possa se pensar em relação de uma pessoa, simplesmente não é amor. Não é ternura, carinho e estima por alguém. É o contrário de amar alguém. Mas... Como saber quando o amor acabou? Como saber quando as opções não são mais válidas? Quando a vida já não brilha para aqueles lados?

Minha lindona Camomila acredita fielmente que o contrário do amor é o ódio, que a raiva deixa bem claro que já não existe nenhum tipo de sentimento nobre no coração. É quando a alma se entrega ao vazio. “eu não sou indiferente a nenhuma pessoa que já gostei, o que dirá as que eu já amei. Na falta de amor, pode-se dar lugar a outros sentimentos como a amizade, a raiva etc.”

Mas comigo é diferente, sei lá. Creio que o contraponto do amor seja mesmo a indiferença. A ausência total de todo o tipo de sentimento, a displicência completa em relação ao ex amor. “ódio é quando você se importa tanto com alguém... que por algum motivo ela lhe irrita. Mas indiferença, é não saber mais da pessoa... e quando isso não faz mais diferença.”

Pois é... Sendo indiferente ou não, tendo o ódio como único guia ou não. O interessante deste papinho peculiar, foi que chegamos á conclusão que o todo o afeto tem um finzinho sim! Claro, não me refiro ao digno e nobre amor verdadeiro, amor da vida, a cara metade, metade da laranja... Refiro-me aos romances diários que colorem um pouquinho os nossos dias.

E cara, se Deus fez o amor. Quem cozinhou foi o capeta! Por isso aproveite o lado bom das coisas, a leveza de cada minuto. Saiba ver quando as coisas acabaram e parta para outra, siga outro caminho e tenha outros relacionamentos. Pois... do senhor capeta, só me interessam as festas e as bebidas! Porque a dor e o sofrimento já não pertencem mais á este corpinho!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O amor tem fim.



E foi com esta frase nefasta que Lindocésarmoreno acaba com todos os meus argumentos, elimina de uma vez por todas as barreiras que eu mesma impus para poder continuar minha vida. Ta legal, ele foi desprovido de delicadeza e compreensão, mas foi totalmente direto e certeiro. Quase um tapa na cara!

E ele tem razão, ora pois. Além de bonito é inteligente! (e eu sou uma boba alegre!). Pois é. Estávamos falando sobre o Caio Fernando de Abreu (que dispensa apresentações) e sobre a melancolia literária de seus escritos. E claro... sobre a minha pequena e branda neurose em lê-lo, lê-lo e lê-lo! Até que a exaustão chegasse nestes olhinhos.

-Cara, isso não pode ser normal!
-Como não? Eu me sinto bem ao ler os textos dele!
-A maioria é triste e sem um final indefinido.
-É... minha vida, triste e indefinida. O amor... esta raposa.
-Cara! O amor acaba! Tudo na vida tem fim... e para todo fim um recomeço!

Pois o amor acaba, flertes acabam, relacionamentos de extinguem... ALELUIA!
Graças a Deus, que possuímos tempo e possibilidades de sermos felizes várias e várias vezes. De podermos sair na rua e nos apaixonarmos por qualquer um... De podermos viver muitas vidas em uma só!!!

*Cara, Deus me ama!

E eu sei disso pela chance que ele me deu, de arrancar esta lança de gelo que eu mesma pus no meu coração. Arranquei, coloquei em um copo de absinto e tomei!

Brigadão Moreno!
Pela palavra ríspida, pela crítica construtiva, pela falta de paciência com minhas lamentações...

E pelos lindos olhinhos castanhos.

Ô menina mimada essa! E recebi o mesmo mimo de duas moças:

Vestido Estampado.

Planos e Promessas.

E Pelé passa a Bola para:

ERoharu

Tito Estácio Está Ausente

terça-feira, 13 de maio de 2008

Domingo de sol


É engraçado como gostamos de pessoas que possuem opiniões tão divergentes ás nossas, visões do mundo paralelas das nossas percepções dos fatos, dos nossos sonhos entranhados no coração e talvez totalmente incompatíveis com as nossas esperanças.

É assim mesmo, gostamos mesmo não tendo muito haver.

Aproveitei este domingo de sol para passear, aproveitar e virar um final de semana inteiro quase sem dormir. Pois a noite de sábado foi bem legal, bem exótica e divertida. Cheguei às sete da manhã, dormi pouco, sonhei bastante e passei o domingão com mamãe!

De tarde saí com um amigo. Conversamos bastante, adoro conversar bastante. Adoro rir, brincar e falar besteiras em uma tarde de sol. E esta foi a tarde. Conversamos e conversamos, até que as opiniões divergiram. Até que o assunto era o mesmo, só que a visão do fato foi diferente. Bem diferente... Nada tão diferente.

Estávamos falando sobre relacionamentos (eita!), sobre como agir no começo. Ele achava (e acha) que devemos nos preservar, ter um pezinho atrás em tanto afeto. Viver o momento, mas sem se entregar totalmente, ter sempre um ar de desesperança no coração... Para que depois a decepção não lhe mate de primeira.

Poxa vida! Eu já falei tudo ao contrário. Já falei que é melhor se jogar de uma vez, testar todas as opções existentes, fazer todas as jogadas que o baralho permite e tentar desesperadamente ser feliz. Nunca fui de me preservar muito, e receio que jamais serei. Se for apostar, aposto todas as fichas e espero quebrar a banca.

E agora quem está certo? O dois, não é mesmo? Cada um acredita e vive conforme seu coração manda. E não há nada que o meu coração ordene, que eu resignada não faça. Meu coração justifica todas as minhas loucuras e devaneios, tendo a absoluta certeza que no final, eu tentei tudo, fiz o que pude e não pude. Se não deu certo, paciência... pois outro cassino já me espera com uma mesa de jogo posta, cartas novinhas e fichas recém estreadas. E desta vez... cubro todas as apostas.

Hasta la vista.

Peculiaridade:

Eu e meu amigo vendo TV, quando vemos uma propaganda de óculos. A atriz era maravilhosa, encenando ser uma fotógrafa lá embrenhada na África:
-Capaz que uma mulher linda dessa iria se embrenhar em uma savana!
-Pior, ainda sozinha.
-É! E bobear de ser devorada por um leopardo!
Meu amigo só ri.
-Isso é profissão de mulher feia. Que não tem, e nunca terá vida social e conjugal!
-Ai Toop! ¬¬ Que horror!
Começo a rolar de tanto rir.

sábado, 10 de maio de 2008

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.


"Alguém já passou pelo mesmo que o personagem de Jim Carrey passou? Fazer de tudo para esquecer uma pessoa, ficar olhando para o nada enquanto ela passa ao seu lado, tentar se distrair com o relógio ao acordar para não lembrar com quem sonhou noite passada?

Desejar ficar Doente, bater a cabeça... Sofrer um acidente para esquecer...

São coisas ruins... Mas não tão ruins quanto se lembrar de um amor perdido...”

“É melhor nunca ter amado, do que ter perdido um grande amor.”

Uma amnésia. Era só isso que eu estava precisando neste momento. Uma perda voluntária de todas as informações obtidas nestes últimos anos da minha vida, uma borracha enorme que apagasse boa parte das coisas, boa parte do meu tudo.

Claro, seria uma grande perda em relação ao conhecimento que obtive nestes anos, tantos livros que li, tantas pessoas que conheci e tudo o mais de bom que aconteceu... Não ficaria nada, nem na cabeça... Muito menos no meu coração.

Tudo apagado.

Prefiro mil vezes perder as estórias de Lispector, os sonhos de Drummont, a clareza de Caio Fernando Abreu... Do que permanecer com esta intensa sensação de vida posta fora, amor não vivido e sonhos não realizados. Milhões de vezes o esquecimento.

Enquanto vejo o filme – Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças – me sinto completamente compreendida, exemplificada e explicada. A sensação de que só um milagre pode ajudar, ou como o filme mesmo diz: “um dano cerebral”.

E este é o filme da minha vida. O filme em que nada da certo em um relacionamento entre duas pessoas, duas pessoas bizarramente estranhas que decidem apagar suas memórias. Mas ao contrário do filme, nem tudo tem um final feliz... e no Brasil não há praias desertas onde a neve rola solta, onde o casal tema do filme se reencontra e por insistência do destino decidem tudo com um simples e poético: “OK”.

Ok.

E o Barone sempre canta: “a vida não é um filme”. Ela não é mesmo. Do contrário eu já teria entrado para o clube dos desmemoriados de plantão. Para o seleto grupo de pessoas que deixam o passado para trás numa boa, que alcançam o divino dom do esquecimento... As que possuem o Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

20 Anos


Cara, não sei como começar a escrever este texto... sério, preciso expor estas minhas novas resoluções... Mas não consigo encontrar formas racionais de fazer isso. E quem disse que eu sou racional?

Ok... dia vinte e dois completarei 20 aninhos de vida, com muita confusão nas costas e alegrias na memória. E... é por isso que depois de tudo que aconteceu neste ano, decidi começar do zero, esquecer tudo que aconteceu de ruim na minha vida e partir em busca do meu novo destino. Tudo novo.
Velho e bom clichê: “ano novo... vida nova!”

Eu não tenho temperamento para brigas, só Deus e meus amigos sabem disso. Só eles sabem que sou uma pessoa da paz, que adora ter tranqüilidade nos seus dias e roga a todos os santos que a sua vida permaneça assim. E é exatamente por isso que desisto de lutar contra os meus problemas. Probleminhas:

-Vocês venceram por W.O! Não quero e não vou lutar contra vocês, não quero ferrar ainda mais com o meu estômago por causa de vocês. Deixem minha cabecinha e minha gastrite em paz. Sorte pra vocês!

É isso, comecei há algum tempo a descartar os meus problemas, descartá-los á nível de destruí-los totalmente... zerei a conta, passei a régua e coloquei a cadernetinha no lixo.

Sabe, o primeiro passo para a cura é admitir os erros:
-A culpa foi minha. Foi culpa minha me deixar entorpecer por este sonho, me deixar levar por vontades... Me permitir.

Segundo passo é descartar seus devaneios:

-Ok. Eu queria que uma vez na vida ele tentasse se colocar no meu lugar, visse que eu não sou invulnerável, que eu ainda possuo sentimentos... e que embora não pareça, eu só me magoei com tudo isso.

O terceiro e ultimo é encarar a realidade. A realidade que por mais que palavras sejam confortantes, elas não são tudo, elas não apagam dor nenhuma e muitas vezes elas só pioram tudo. Tenho que ter consciência que por mais que eu possa não querer, acabou... já deu o que tinha que dar, eu não posso mais me magoar com isso...

Algumas vezes o amor nunca será o suficiente.

E É POR ESSAS E POR OUTRAS QUE COMEÇO AGORA OUTRO CAMINHO, sigo só outro rumo de vida, outro destino e outros desafios. Preciso esquecer tudo que aconteceu por esta cidade, tudo pelo que passei neste ultimo ano... tudo.

Aproveito o meu aniversário para cessar com as lamentações, para mandar os problemas às favas e para deixar que tudo se resolva pelas redondezas da cidade em que eles vivem. Que todos vivam bem... boa sorte.

Pois aqui, já não é mais o lar do meu coração... sinto muito:
FUI!

Eu não desisto assim tão fácil meu amor, das coisas que eu quero fazer / E ainda não fiz / Na vida tudo tem seu preço seu valor e eu só quero dessa vida é ser feliz / Eu não abro mão/Nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos / Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos.


terça-feira, 6 de maio de 2008

Paixão em vermelho


Paixão é uma coisa bem estranha, é quando todos os seus hormônios gritam em alto e bom som:
-É este o cara!


E então que eu passei uma hora e vinte na fila do banco. Meu humor foi definhando aos pouquinhos, dando lugar a mais pura e refinada ira contra tudo e todos. Claro, a tortura acabou... Não sei quem é pior nisso tudo, ele por me pedir estes favores absurdos, ou eu por ir lá fazê-los. Tenho “Idiota” escrito na testa. Dá nada, estou com mais um pontinho positivo lá na caderneta de Deus. Põe na conta!

Ta que a tortura teve fim e me fui embora, toda linda e saltitante procurar confusão pela rua. Pois adoro uma confusãozinha básica, no meu mundinho o sol não brilha sem que eu consiga satisfazer minha fissura por emoções.

Andando pela rua avisto o Red, e sem nem pensar dou logo um oi, pergunto como está e sou simpática e tudo com ele. Porém, ele se assusta com aquele surto de simpatia vindo da minha parte e gagueja, fica branco como papel o coitado... o branco contrastou com o ruivo dos cabelos e as sardas do rosto. Fez uma combinação uó o rapaz.

Depois de me despedir, pretendia seguir o meu caminho, seguir por aí. Mas não consegui. Não consegui mais pensar em nada. Comecei a devanear sobre o meu passado com Red, sobre os tórridos episódios que vivemos... e acabei me lembrando que já fazia dois anos que eu não falava direito com ele. Que quando eu o via eu surtava, meu corpo entrava em torpor... sei lá.

Sem querer comecei a sentir tudo aquilo outra vez, e eu só pensei: “cara! Isso não pode ta acontecendo!”

De repente ensurdeci, só ouvia o meu coração, minha garganta deu um nó, meu estômago revirou-se, minha cabeça entrou em órbita e minhas mãos e pernas tremiam. E Pensei: “Meo! To surda! Era a desgraça que tava faltando na minha vida!”. Meu cérebro em sinal de indignação soltou: “Não sua idiota! Você nunca o esqueceu, só está apaixonada.”

Eu achei todos aqueles tremeliques até engraçadinhos, pois sei que não estou apaixonada por ele, sei que não o amo e que jamais amarei. Eram só as memórias.

Fico divagando, e me recordo que há dois meses eu saí com alguns amigos e ele estava lá... bebendo como sempre. Eu estava de pé escorada em uma parede, ele na minha frente a um palmo do meu rosto e os dois brincando de “você não existe”, mas nenhum dos dois saia da sua posição, era uma situação tentadora. E em um segundo de lucidez pensei: “Deus! Se me tirar dessa te rezo uma novena!”, quando ouço outra tentação me chamando, eu não consegui me mover dali... o rapaz é obrigado a vir e me puxar pelo braço. A noite terminou com um comentário de uma amiga:
-Toop... jurei que o Red ia te beijar, nitroglicerina pura vocês.

Chego em casa ainda tremendo e com a cabeça dando voltinhas, minha mãe que já presenciou episódios destes muitas e muitas vezes, envenena:
-E o Red? Ta bem?
-Red??? Que Red? Surtou mulher?

Agora é sério, só o Red consegue me tirar do chão desta forma, me tirar da real e me jogar direto pro inferno. Pois aqueles cabelinhos vermelhos tem o “green card” da casa de satã! Me meter com ele seria o mesmo que me envolver com um enviado do coisa ruim, é querer pecar por burrice. E deste mal não quero sofrer outra vez.

É por estas e por outras, que vou sair da comunidade do Orkut: “eu amo vermelho”. Pois isso é quase um: “eu amo Red”.... e isso... jamais sairá da minha boca, jamais!!!

domingo, 4 de maio de 2008

Explicando


É, pois têm vezes na vida em que ninguém consegue lhe entender de verdade. As pessoas falam com você, lêem o que você escreve e até mesmo elogiam muito a forma que você se expressa, agora me perguntem: “isso é o suficiente?”. Não. Não é.

Principalmente para quem mantém um blog, pois blogueiro realizado... É blogueiro morto! Sabe o motivo? Simples: Sempre tem um tapado (no meu caso uma tapada) que fica achando que tudo que você escreve tem haver com a vida dela, com o namoradinho dela, com o umbiguinho dela ou com a droga de existência medíocre dela.
Moça... sinto lhe informar. Mas... para mim, você simplesmente não existe. Só isso.

Vou ser mais clara com você... eu sei, você está lendo isso e está querendo me matar, está pensando que sou uma pirralha abusada. Não é mesmo? E você... Uma manipuladora “MADE PARAGUAI”.

Vou te explicar como eu faço para escrever, vou te dar uma luz queridinha:

Eu não escrevo sobre uma pessoa só, não gosto disso e nem faço questão de transformar alguém em um ídolo a ser posto em um altar. Não faz o meu estilo. Não tenho saco para pintar as coisas, GERALMENTE minhas palavras condizem com a realidade, raramente brinco com a cabeça de algumas pessoas através das palavras. Raramente. O meu passado é meu, fofa, só meu. E se eu o exponho é porque me agrada, não que eu deseje que ele se torne meu futuro.

Meus últimos textos foram sobre o Lindocésarmoreno, Luckboy, Meninolee, um ex- amigo e outras pessoas que colorem o meu dia. Tem muitos homens que colorem o meu dia? Assim ó! Um montão! Agora vai lá correndo para o seu queridão gritando:

-Vai lá... Vai lá! Olha lá!!! Ela é uma vagaba! Eu li!!!

Vagaba? Eu? Nunca! Só aproveito muito bem os meus dias, mas no caso, aproveito os meus dias sendo amiga de caras incríveis! Lindos e engraçados! Claro, mantendo uma distância saudável do coração deles... e também distanciando o meu cuore deles.

Conselho de “brother” moça: cuida da sua vida e esquece que eu existo, para de usar o que escrevo contra mim. Ok? Para de ser infantil. Deveria se preocupar em conquistar ele, não em sujar a minha imagem. Olha... Aposto que o meu caráter ele conhece muito bem, não precisa fazer tanto alarde criança.

Tanto ele me conhece bem, que sabe que eu sou um doce de pessoa, sou uma coisinha fofa e que quer ver a felicidade de todos. Mas porém, ele conhece o meu temperamento do cão e minha sede de vingança... e quando eu implico com alguém, vou até o raio que o parta, até o quinto dos infernos se for preciso, só para dar o troco.

*Me esquece. PARA. Agora é minha vez de te falar:
-Dá um tempo!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Libeeeeeeeerdade!


É... depois de sofrer uma crise nervosa, tomar uns Valiuns e passar horas olhando para o nada do nada, resolvi começa de novo. Começar do zero!!!!!
Cansei! Morram todos os caretas preconceituosos que ficam vigiando a minha vida. Morram!
*Bang!
Quero paz no meu coração, quero sossego para poder seguir o meu caminho e ser feliz com quem eu acho (por agora) que vai me fazer feliz. É pedir muito? Não né. Nem um pouco.
Grito de independência total!!! I'm Free!!!
♦Bebo heineken.
♦Quando fumo, fumo Black.
♦Danço Arctic Monkeys e outros.
♦Quando amo, amo ele. (eu acho)
...
*Aos que eu machuquei com minha decisões:
-Desculpe-me, mas nem todos os sonhos são possíveis.
*Aos que ficaram felizes:
-Uhuuuuuuuuuuu! aceleraaaaaa!
*Aos outros:
-Nos vemos qualquer dia desses.